Ora aqui estamos mais uma vez. Let's go.
Este ano aproxima-se do fim e tudo apontava para que fosse um dos piores. Duas relações terminadas, procrastinação infindável com consequências profissionais e académicas a roçar no medíocre, um senso de perda constante, metas desfasadas e objetivos sem pujança.
Começa o mês de novembro. Possivelmente, o mês mais revolucionário de toda a minha vida. Não é exagero dizer tal. Viajei, conheci, aconteci, perdi e encontrei. Mudei maneiras de pensar, disse adeus a influências tóxicas, disse olá ao desconhecido e olhei-o nos olhos em jeito desafiador, falei menos, ouvi mais, sentei-me a apreciar o dia, deixei-me levar pela surpresa e o fantástico de ser tão pequeno num universo em constante expansão.
Foi um mês absolutamente digno, pela primeira vez nestes anos todos.
E, no entanto, dou por mim deitado no sofá, respirando profundamente para afastar a ansiedade, desconhecendo porquê as lágrimas e as emoções tão intensas, sem uma verdadeira razão.
Tive uma oportunidade de ouro com a pessoa que, de acordo com uma descrição que fizeram, era o the one that got away. E voltou, mas não é meu. Aliás, não tenho direito a reclamar posse de nada nem ninguém, na minha estadia curta como ser consciente neste estado de vida.
No entanto isso não me agrava - não sou ninguém para negar a felicidade e os sonhos dos outros. Portanto, muito genuinamente, desta vez não sei explicar esta emoção. Para alguém que gosta de motivos e tem uma curiosidade de saber como tudo funciona e porquê, é um facto difícil de encarar. Porque talvez desta feita seja um problema a sério, daqueles que não se resolvem com escrita criativa.



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