Tenho uma casa no vale.
É uma casa de madeira, num vale rodeado de carvalhos, cedros e outras espécies de árvore. O cheiro das árvores é bonito. O vale é pouco profundo, o suficiente para abrigar a casa de ventos fortes. Às sete da tarde num dia de verão, são brisas. A relva cresce verde esmeralda e alta. O aroma flutua entre herbal e campo, sem ser demasiado. A casa tem um pequeno jardim, arbustos e ervas de cheiro crescem livres. Um lago pequeno pelo resto do vale, rodeado de árvores que balançam, água sem movimento e o ruído de folhas roçando.
A casa é de madeira. Toda de madeira empilhada, com janelas e portas simples, sem decorações ou personalidade. O alpendre tem um chão de pedra e escadas de pedra, que levam a um caminho de terra batida para o lago e para o jardim. A madeira é escura e gasta pela luz do sol, pela chuva, pelos elementos da natureza. Há uma chaminé da mesma pedra do chão do alpendre, pouco alta e cheia, que enquadra uma das fachadas da casa.
Ninguém visita o vale. As portas da casa não fecham. Não há cortinas. É um lugar para parar o tempo.



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