Ao longo da minha insaciável vontade de escrever mais e mais, de resolver querelas e solucionar questões prementes, pude deduzir uma sequência de vocábulos divididos em orações, dotada duma componente inquisitiva: Será que é possível um indivíduo efectuar a transição do banal para um estado superior?
É. Bom, uns preferem certos produtos menos recomendáveis, outros gostam de fazer como eu: escutando sublimes composições musicais, criando mais um pedaço de maravilhoso, completamente seu, saboreando mesclas de elementos únicos, alegrando os seus olhos com expectativas elevadas.
Tenho vindo a testar modos de chegar a esta conclusão de modo extensivo, não por alguma limitação temporal que me tenha sido imposta, mas pelo facto de que é um assunto que me suscitou o interesse desde os finais da década passada. O que há para além da ilusão, para além do elementar, para além da rotina.
A aventura semântica está então lançada, e a experimentação apropriou-se do terreno onde coexistia a banalidade com a industrial "vida". Estão para ser quebrados muitos moldes de estratégias, estratagemas, guerrilhas internas que não deram resultado, modos de vida questionáveis e, acima de tudo, ideias que tiveram exactamente quatro anos para provar a sua total inutilidade.
Estamos numa nova era - onde tudo começou com uma tablete de chocolate. Figurativamente.



Sem comentários:
Enviar um comentário